Sejam bem vindos!

"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2 Tm 2:15)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Há coisas que deviam ser para sempre (por Israel Belo de Azevedo)

Todos devíamos estar sempre estudando.

Todos devíamos estar sempre estudando formalmente.

A escola, portanto, deve ser para sempre em nossas vidas, seja ela física ou virtual.

Por alguma razão, alguns a deixamos. Ou porque não conseguimos concluir os cursos que precisávamos ou porque já concluímos os que desejávamos. Assim, alguns não completamos a formação mínima e outros paramos nos degraus mais elevados, mas paramos, tendo completado ou não uma etapa.

Mas a escola deve ser para sempre.

O problema é alguns de nós se acham incapazes. De fato, não é fácil para uma pessoa que parou de estudar há muito tempo, seja para trabalhar, ter filhos ou por doença, falta de oportunidade ou desinteresse, voltar ao horários, aos livros e às tarefas.

Sim, difícil, mas o difícil é bom. Bom para o cérebro, bom para o corpo, bom para o coração, bom para a carreira, bom para os negócios, bom para os relacionamentos. Fácil é a letargia, que nos coloca no estado de vivos-mortos.

Sim, difícil, mas sem estudar nós nos fechamos em nosso mundo, não somos envergonhados em nosso ignorância, achando que sabemos tudo o que precisamos, como se tivéssemos chegado à última estação de uma imaginária viagem.

Estudar nos leva à próxima estação.

Bom curso para você.

Fonte: Prazer da Palavra

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Maridos Solitários, Esposas Solitárias - Augustus Nicodemus


O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças. 

Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.

O isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade: 

1) Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes. 

2) A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente. 

3) O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo. 

4) Outro fator de isolacionismo são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas - como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente - se separam ou se divorciam. 

5) A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional - uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto - provoca o isolamento dos cônjuges. 

6) A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros. 

7) Outro fator é a dependência cada vez maior das mídias sociais. Marido e mulher podem estar sentados na mesma mesa, sentados no mesmo sofá ou deitados na mesma cama, mas cada um está checando seus e-mails, Facebook, Twitter, Google+ ou outros aplicativos sociais. Estão juntos apenas fisicamente. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos casulos virtuais, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.

O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.

Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. 

O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui vão algumas dicas: 

1) Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros. 

2) Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam. 

3) As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação. 

4) Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso vencer o orgulho e procurar ajuda.

Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento. Casados também podem ser felizes juntos!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Confira tudo o que pode acontecer em sua vida em 2014!

Hermes Fernandes

Não se deixe enganar! Os profetas midiáticos blefam. Os astros mentem. Os búzios falham. A bola de cristal está cheia de rachaduras. Os videntes estão cegos. Os slogans que as igrejas adotam para o novo ano não passam de marketing. Em 2014, tudo pode acontecer. Por mais que façamos votos disso ou daquilo, o fato inconteste é que não temos controle sobre o que nos pode acontecer. Todavia, podemos decidir como reagiremos diante de algumas possibilidades. Baseado nesta premissa, eis minhas resoluções para 2014 e para dois mil e sempre.

Já que tudo pode acontecer, então...

Caso venha a prosperar, que o orgulho não se assenhoreie de mim, e para tal, hei de manter sempre fresca a memória de minhas origens. Que a avareza jamais se instale em minha vida, e que os bens que adquirir sejam usados para beneficiar a muitos. Que não me deixe consumir por qualquer que seja o sonho de consumo. Que o desejo por posses não me torne uma pessoa fútil e desprezível. Que eu dê valor às pequenas coisas que verdadeiramente dão sentido à vida, e me desapegue daquelas que insistem em me convencer de que são essenciais.

Caso venha a passar alguma privação, que a murmuração jamais se ouça dos meus lábios, e para isso, hei de trazer à lembrança as inúmeras vezes em que a provisão de Deus me encontrou e, por isso, serei sempre grato. Estou convencido de que há lições que só são aprendidas na adversidade.

Se for promovido, que meu amor ao poder não me torne insensível ao poder do amor, transformando-me num cínico.

Se for aclamado, que a vaidade mantenha distância do meu coração, lembrando-me que os mesmos que receberam Jesus com mantos e palmas em Sua entrada triunfal, no dia seguinte exigiram a Sua crucificação. Que jamais caia na tentação de almejar ser unanimidade. E que, assim, meus princípios e valores sejam conservados em vez de negociados na banca da vaidade.

Se for humilhado e desprezado, que não me sinta insultado, mas alegre pelo privilégio de ser partícipe do sofrimento do meu mestre. Que em momento algum reivindique para mim a promessa de ser exaltado a fim de ir à forra com aqueles que me pisaram.

Se ficar doente, que isso me seja um lembrete do quão frágil e fugaz sou.

Se me mantiver saudável, use minhas energias para produzir em favor do bem comum, e não apenas do meu aprazimento.

Se for traído, que não me demore a perdoar, antes que a dor crie raízes profundas em minha alma e transtorne os fundamentos do meu ser.

Se tiver que lutar, que eu lute por uma causa, não por uma coisa.

Se for amado, que eu busque corresponder. Se não for amado como desejaria ser, que, ao menos, procure ser amável.

Se tiver que ensinar, que meu objetivo seja partilhar o que tenho recebido e não impressionar os outros com minha erudição.

Se tiver que aprender, que eu seja humilde o bastante para constantemente revisar tudo o que julgo saber, mantendo-me sempre aberto a novos saberes.

Se conhecer novas pessoas, jamais despreze meus velhos amigos. Amizade é como vinho, quanto mais velho, melhor.

Se conhecer outros lugares, possa explorar seus sabores e odores, mergulhar em sua cultura, adquirir experiências, mas nunca perder minhas raízes, tampouco me envergonhar de minhas origens.

Se a tragédia me vitimar, que ela não seja capaz de roubar-me a ternura e privar-me da esperança. Que eu consiga extrair dela todas as lições que puder, e que, uma vez apreendidas, use-as para prevenir os demais, poupando-os da mesma dor.

Sou o fruto de todas as minhas vivências, de todas as minhas aventuras e desventuras, e por isso, recuso-me a ser ingrato. Todos os que cruzaram o meu caminho ao longo desta jornada existencial, contribuíram para que me tornasse no que estou me tornando. Mesmo os que me fizeram sofrer foram cruciais para mim. Não lhos negarei minha gratidão. Cada lugar por onde passei, serviu de cenário de minhas ações e paixões, alegrias e decepções.

Apesar de desconhecer o que me espera nas próximas curvas da estrada, sigo confiante, fiado na única garantia de que disponho: a Sua companhia.

Bem-vindo 2014, 2015, 2016, dois mil e sempre!


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