Gostaria de aproveitar para, nesta semana, comentar sobre um erro
que muitos cometem ao pensar em sucesso profissional. Erro que precisa
ser confrontado. Existem pessoas que enxergam em Deus uma oportunidade
de investimento, uma instituição financeira, uma solução instantânea
para os problemas de trabalho e de dinheiro. Tais pessoas procuram o que
elas creem ser o Criador do Universo, com a seguinte proposta: “Eu vou
te dar isso e quero isso em troca”. Traduzindo: “Deus, eu quero comprar
um sucesso”, ou, pior, “ Deus, você tem de me dar sucesso”, ou “ Eu
determino a você, Deus, que me dê sucesso”.
Nesta visão distorcida, Deus atuaria como um almoxarifado e não
como o “que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto
pedimos ou pensamos” (Efésios 3.20).
A visão do deus-almoxarifado que controlamos parece ser mais
confortável do que a do Deus soberano, mas não é. O deus-almoxarifado é
limitado ao que pedimos ou pensamos, o Deus soberano não tem limites e é
capaz de nos fazer alcançar sucessos além do que “pedimos ou pensamos”.
Deus não é injusto: ele ensina o caminho do sucesso. Qualquer
criatura criada por ele, salvo ou não, religioso ou não, obterá os
resultados caso siga as orientações. E quem diz que segue a Deus, mas
sequer o obedece, não tem muita moral para ficar dando ordens de “eu
quero isso”, “eu quero aquilo”.
Dentre os que são portadores da mentalidade do deus-almoxarifado,
há os que chegam a dar muito do que possuem, como uma troca. Só não
oferecem por renúncia, mas sim na intenção de receber em dobro ou mais.
Quem age nesta relação de barganha, almeja ganhar 10, 20, 30, 100 vezes
mais. E assim, vai sendo estabelecida uma suposta relação negocial com
Deus que teria como obrigação atuar como medicamento, empregado ou outro
mecanismo de solução de problemas quaisquer.
Se você pertence ao grupo que pensa assim, desejamos ainda mais que
continue lendo este livro e que esteja aberto para mudanças. Deus é
generoso, mas não é nosso empregado.
Aproveitamos para contar uma história verídica, lamentavelmente.
Uma senhora religiosa começou a fazer um jejum porque morava na favela,
mas queria mudar-se para um apartamento no bairro nobre da cidade. Fez
também com que toda a família jejuasse. Bem, esta senhora faleceu, está
morta. E os parentes que obrigou a jejuar ficaram doentes e com sérios
problemas de saúde.
O que esta mulher realmente queria com seu jejum? Provavelmente,
fazer com que Deus melhorasse a sua vida, garantisse seu conforto e
alegria de morar em um novo apartamento na Zona Sul. Independente de sua
vida sincera de devoção espiritual, este tipo de religioso não conhece
bem a orientação bíblica a respeito do tema. A rigor, alguém que afirma
crer em Deus deve tê-lo em patamar muito superior ao dinheiro, à riqueza
ou a qualquer tipo de sucesso. Quem crê em Deus, deve vê-lo muito além
de uma visão materialista.
Você precisa se livrar dessa visão confusa sobre Deus que, além de
contrariar a Bíblia, não lhe trará o êxito que espera. Sobre essa irmã
que faleceu, que falta fez a ela conhecer bem o texto de I Timóteo 6:8 e
de Mateus 6:25.
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¹ Texto adaptado da obra Sucesso profissional: as leis da Bíblia, de William Douglas e Rubens Teixeira.
¹ Texto adaptado da obra Sucesso profissional: as leis da Bíblia, de William Douglas e Rubens Teixeira.
Fonte: http://www.prazerdapalavra.com.br/colunistas/william-douglas.html

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